Como diferentes culturas lidam com a morte Voltar

Como diferentes culturas lidam com a morte

Tabus, rituais e aprendizados

Falar sobre a morte ainda é difícil, não só no Brasil, mas em muitos lugares do mundo. Embora o fim da vida seja algo universal, a forma como cada povo lida com esse tema revela muito sobre suas crenças, tradições e medos. Em alguns países, até mencionar a morte pode ser considerado um sinal de má sorte.

Neste artigo, vamos explorar as culturas mais supersticiosas quando o assunto é a morte e refletir sobre como isso impacta nossa forma de viver… e de partir.

Quando o silêncio é regra: o tabu ao redor do mundo

Algumas culturas preferem evitar o tema da morte a qualquer custo. Veja abaixo alguns exemplos e os motivos por trás dessa postura:

  • China: palavras associadas à morte são evitadas em festas e cerimônias. O número 4, que soa como “morte” em mandarim, é excluído de andares em prédios e placas de carro.
  • Japão: apesar do respeito profundo pelos ancestrais, falar sobre a morte é considerado de mau gosto. O silêncio impera durante os velórios.
  • Rússia: crenças populares fazem com que velas acesas, flores e rituais específicos sejam seguidos com rigor para evitar “atrair a morte”.
  • Itália: evitar falar sobre a morte é comum. Muitos italianos mantêm objetos de proteção em casa, como amuletos e crucifixos.

A exceção vibrante: o México e o Dia dos Mortos

Se em muitos países a morte é silenciada, no México ela é celebrada com cores, músicas e memórias. O Día de los Muertos é um exemplo de como é possível manter viva a conexão com quem partiu sem medo, mas com gratidão.

As famílias montam altares com flores, comidas favoritas dos falecidos e fotos. É uma celebração, que ressignifica o luto como uma continuidade da vida.

E no Brasil?

No Brasil, há uma grande diversidade cultural, mas o tabu da morte ainda é forte. Muitos evitam falar sobre o tema por medo de “atrair coisa ruim” ou por simplesmente não querer enfrentar a dor do luto antecipadamente. Ainda assim, algumas famílias realizam missas, rezas e rituais para garantir o descanso da alma, mostrando que a espiritualidade ainda tem um papel importante nesse processo.

Planejar também é respeitar

Em culturas onde a morte é tabu, o despreparo costuma ser comum. Mas ignorar o tema não impede sua chegada. Na verdade, torna o momento ainda mais difícil.

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O que podemos aprender com outras culturas?

Comparar tradições e crenças nos ajuda a ampliar nosso olhar. Algumas culturas mostram que é possível transformar a dor em celebração, enquanto outras revelam a importância de respeitar o silêncio. Mas todas nos ensinam que lidar com a morte com maturidade é uma forma de cuidar de quem amamos, incluindo nós mesmos.

Planejar é um ato de amor

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